Madre Carminha

UM POUCO DE HISTÓRIA…

Carmem Catarina Bueno nasceu em Itu-SP a 25/11/1898, festa de Santa Catarina de Alexandria. Seus pais eram Teotônio Bueno e Maria do Carmo Bauer Bueno (que devido a sua pouca idade – 15 anos – ao dar à luz a sua primogênita, ficara com a saúde abalada). “Nhá Cota” (D. Maria Justina Camargo Bueno, avó paterna) pede para cuidar, em Campinas, do bebê recém-nascido. Carminha permanecerá sempre em sua companhia.
            Em Campinas, teve por amigo de infância, o futuro Bispo de Taubaté, Dom Francisco Borja do Amaral. Vez por outra Carminha acompanhava Nhá Cota, já viúva, para visitar os papais e maninhos. Em outras ocasiões a família de Itu é que passeava em Campinas. 
            No dia de São Luiz Gonzaga de 1910, recebe pela primeira vez o beijo de Jesus Eucarístico, meses após o falecimento de seu pai. Logo depois, sua mãe contrai novas núpcias com José da Cruz Sena, conceituado industrial do Rio de Janeiro. 
Em 1916 vão se estabelecer Ilha de Paquetá, na Baía de Guanabara, na Praia dos Frades. Carmem conhece um estudante de engenharia e gostam-se imensamente. Aspiram ao matrimônio. O estudante pertence a uma família abastada e de meio cultural muito bom e deseja ver Carminha ao nível de suas irmãs.
Por causa de atitudes estranhas do padrasto, Nhá Cota resolve deixar a direção da casa, levando Carminha. Eis a ocasião de entrar no Colégio Sion de São Paulo e assim satisfazer o noivo.
            É feliz sua estadia no Colégio e como admira as Mestras Mére Gaetana e Mére Amedée. Em 23/09/1917, ao se tornar Filha de Maria, ouve, neste dia, o chamado do Senhor para que se consagre a Ele. Responde Sim e a “tudo dá de mão, sem mais passado olhar”. Rompe, então, o noivado.
            Sua piedade torna-se sempre mais profunda. A cruz é amada. Ser humilhada como Jesus, seu lema. A par da ciência do amor de Deus, esmera-se em adquirir os conhecimentos necessários para sua formação intelectual. Fala e escreve em francês, faz belas composições literárias, aprende a manejar o pincel!
            Com a leitura de “História de uma Alma” decide de ser como Teresa de Lisieux: Carmelita. Escolhe como diretor Dom Francisco de Campos Barreto que a exercitou no amor de Deus e nas virtudes.
            É decidida sua entrada no Carmelo São José, no Rio. Após a dolorosa separação de Nhá Cota (que ficara com sua filha adotiva Emília Souza Aranha, em Ribeirão Preto-SP), em 21/04/1926, vestida de noiva, com o Menino Jesus de Praga nos braços, atravessa a porta do Mosteiro, então na sede provisória.
Recebe o Santo Hábito em 24/10/1926 e, como nome religioso, o de sua “mãe moça”: Irmã Maria do Carmo da Santíssima Trindade. Contava 27 anos. Apesar de ser feliz, teve suas lutas, dado o temperamento ardoroso e as saudades de Nhá Cota. Mas Jesus vence!
            Suas lutas, por causa do temperamento vivo, prosseguem. Tudo serve para Carminha colocar os alicerces de sua santificação: a humildade. Para chegar a atingir sua meta, faz o voto de mansidão, a conselho de Dom Barreto.
Exerceu o ofício de Mestra de noviças, sub-priora e finalmente de priora (a primeira depois da Fundadora, tendo para a mesma e para com todas as irmãs especial delicadeza e humildade).
            Com tudo isto não esquece de dar atenção aos seus manos, preocupada com salvação eterna de suas almas. Estes, especialmente Esther, a ajudaram no acabamento da construção do Mosteiro São José do Rio.
            Em 1949 volta a ser mestra de noviças. Sempre fora muito doente (reumatismo, doenças do coração,…).
            Em 1952 volta a dirigir o Carmelo e aí surge a idéia e a ocasião propícia para a fundação do Carmelo da Santa Face e Pio XII, que, a pedido de Dom Francisco Borja do Amaral foi na Diocese de Taubaté com a licença recebida em 24/08/1953. Surge o dia esperado, partem entre lágrimas as seis irmãs, dirigidas por Madre Carminha e a co-fundadora, Madre Antonieta Maria.
Não são poupados sofrimentos e provações. Em 12/09/1961, Madre Maria do Carmo passa o governo da casa à Madre Antonieta Maria, ficando com a direção das obras e a formação do noviciado.
Em julho de 1965 ouve o primeiro chamado de Deus, numa crise de angina pectoris e a 13/07/1966 falece santamente, vítima de um derrame cerebral (que a acometeu no dia 7 precedente e a deixou em coma profundo). Desde então muitas pessoas vem recorrendo a sua intercessão e relatando alcançarem as graças pedidas. Atualmente o seu túmulo, com seus restos mortais, encontra-se na Igreja do Carmelo em Tremembé e vem sendo cada vez mais visitado pelos seus devotos.


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